um pouco sobre a vida em NY, sem deslumbramento, claro!

as séries de TV sempre foram uma propaganda eficiente dos EUA, tanto interna quanto externamente. no auge da corrida espacial, na década de 60, a meta de John Kennedy era alcançar a Lua antes dos russos a qualquer custo. mas se esse plano era possível na cabeça dos engenheiros e cientistas da NASA, a Lua continuava a ser inatingível para a maioria absoluta da população.

nesse sentido, “I dream of Jeannie” (“Jeannie é um gênio”), foi perfeito. produzido e criado por Sidney Sheldon antes de se tornar o escritor premiado e mundialmente lido, o seriado mostrava a agência espacial e o cotidiano de um astronauta de uma forma corriqueira, familiarizando o povo com foguetes, decolagens, uniformes, computadores e todo o universo da NASA. em “Jeannie” o problema não era ir para a Lua, coisa que o Major Anthony Nelson (Larry Hagman) fez algumas vezes durante as 5 temporadas, mas sim resolver as confusões criadas pelo excessivo ciúmes de Jeannie (Barbara Eden). A gênia, que em uma de suas missões ele havia liberado da garrafa, o chamava de “amo”, mas era ela quem o dominava e o colocava em situações bem mais complicadas que navegar pelo espaço.

o seriado, que sofreu várias modificações da censura, era para toda a família, claro. Jeannie não podia mostrar o umbigo (só em fotos), não podia dormir fora da garrafa, não podia beijar na boca. bem-humorado e com passagens surrealistas, fez sua estréia em 1965 e terminou meses após a Lua ganhar a bandeira dos EUA, no início de 1970. dias antes da Apollo 11 ter sido lançada, Barbara Eden se encontrou com os astronautas no Cabo Canaveral e deu um beijo de boa sorte em Buzz Aldrin. Jeannie cumpriu muito bem o seu papel de realizar desejos.

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