definitivamente a Times Square já teve dias melhores… para mim é o Largo da Batata de Manhattan, bleRRRRRgh!
(foto de Ingeborg Morath, Times Square, 1957)
finalmente um verdadeiro time de bonecas: pebolim da Barbie! criação da designer francesa Chloe Ruchon, as jogadoras não usam salto alto, mas são todas lindas e delicadas rolando a bola num mundo cor-de-rosa. o Barbie Foot já esteve em exibição na Colette de Paris e em setembro se concentra em Milão. a mesa pode ser sua por 10 mil euros de luvas.
Mollie é uma ex-hippie realizada. foi para Woodstock em 1969 e não ficou presa no engarrafamento, roçou na grama o festival inteiro com o namorado que arrumou por lá e ficou grávida pela primeira vez. não se arrepende de nada e não cultiva culpas, só comemora. ela teve 3 filhas, cada uma de um pai e num país diferente, criou todas sozinha. ela tem 62 anos e trabalha na indústria do cinema ainda hoje, tem histórias do arco da velha!
no final dos anos 70 foi dar um tempo na Europa, sua cidade do coração é Amsterdan, onde engravidou de uma das meninas. diz que quando retornou aos EUA e voltou a ativa, não lembrava mais nada dos estúdios em que havia trabalhado, ela precisava ir até o banheiro para a memória avivar! (antes de partir para a Europa ela cheirava cocaína enlouquecidamente). Mollie fez e experimentou de tudo, nunca gostou de maconha e tem um carinho especial por ácido. as filhas, como não poderia ser diferente, são super comportadas e ojerizam o passado da mãe como o diabo a cruz.
dia desses, Mollie contava para uma das filhas que na época em que a concebeu estava na fase mais louca, o que botavam na mão dela ela engolia. indignada, a filha protestou:
(filha) - mamãe, há um muro que separa a relação entre pais e filhos!
(Mollie) - que muro, filha? o de Berlim caiu já tem tempo! isso me lembra do dia que eu estava pelada fumando haxix…
(filha) - M-A-M-Ã-E!!! pais e filhos não falam sobre sexo e nem de drogas!
(Mollie) - mas, minha filha, vai sobrar o quê para a gente conversar?
(eu) - HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
Mollie é ótima, nada como uma pessoa em paz com o seu passado.
“vou dar minha cereja!”
não há dúvidas sobre o forte apelo sensual da frutinha vermelha, também considerada um afrodisíaco. no Québec, a expressão “perder sua cereja” (“perdre sa cerise”, em francês) faz referência à perda da virgindade feminina. as meninas não poderiam ter escolhido um símbolo mais sexy!
segue em frente toda a vida que o caos é logo ali.
para se dizer o mínimo, “District 9” é um “Cidade de Deus” gore com respingos da série “The Office”. dirigido por Neill Blomkamp, especialista em efeitos especiais (no que o filme é perfeito), “District 9” trata de uma estranha minoria que veio do espaço e é odiada pela população.
sul-africano, o diretor sabia bem o que estava fazendo quando situou o gueto dos aliens em Johannesburgo, clara alusão ao apartheid. mesmo que a princípio seja impossível não sentir asco por aqueles camarões gigantes e gosmentos de olhos verdes, também é não se envolver com a situação deles e fazer comparações com o quê acontece ao nosso redor.
“District 9” é extremamente violento e me fez rir desconfortavelmente de nervoso em várias cenas. estômagos sensíveis devem manter distância, eu saí nauseada da sessão, se bem que não sou um parâmetro para duros na queda. mais um aviso: se você é do tipo que faz pipoca em casa, o barulho do milho estourando vai ter um triste significado…quer dizer, eu espero que sim! minoria ou não todos nós deveríamos ser tratados com respeito, se bem que minoria é uma palavra que por si já carrega o estigma de preconceito e naturalmente coloca os integrantes desse grupo à margem. é preciso quebrar os muros e integrar.
préliminaires…
Iggy Pop e Debbie Harry se pegando nos bastidores de “Idiot World Tour”. o Blondie abria para a banda de Iggy Pop que tinha David Bowie nos teclados, luuuuuuxo!
(foto de Bob Gruen, Toronto, 1977)
conheci um senhor que me contou que em 15/08/1969 não conseguiu chegar em Woodstock de tão entupida que estava a estrada, virou um congestionamento gigante com gente que vinha de todos os lugares dos Estados Unidos. sem poder avançar, o povo aproveitou o tempo dançando, fumando, bebendo e tomando ácido, na ordem em que bem entenderam. ele nunca contou para os filhos que foi para o evento e nem que usou drogas, aliás nunca tocou nesse assunto, disse que filhos precisam ser preservados da vida “torta” dos pais… e ele não tinha televisão e nem comia carne até o ano 2000, mas eu acho que era uma coisa que a esposa impunha e ela se separou dele justamente naquele ano. foi ela picar a mula e ele botou tv no quarto e pediu um steak bem grande. sangrando, ele disse.
(Tatum e Ryan O’Neal, década de 70)
flertar com a filha no enterro da mulher é uma daquelas situações que se acha exagerada e de mau gosto na ficção, mas quando acontece na vida real e se trata da família O’Neal o melhor é relevar, afinal o que não aconteceu entre eles? e olha que parece que ainda vem coisa!
o astro de “Love Story” nunca bateu muito bem e sempre exagerava nas drogas (a mãe dele também era adicta), mas quando Tatum recebeu o Oscar por “Paper Moon”, em que ela contracenava justamente com ele, a loucura subiu de vez! Ryan despirocou e se carcomeu inteiro de ciúmes e inveja pela premiação da filha que além de tudo foi a mais jovem atriz a ganhar a estatueta, tinha 10 anos. depois disso o clã O’Neal foi só ladeira abaixo: Ryan iniciou o filho, Griffin, nas drogas, abusava de Tatum, seduzia as amigas dela e as levava para orgias (Melanie Griffith entre elas), não tinha freio nem escrúpulos.
claro que ninguém é vítima de ninguém, mas costuma ser mais difícil de se reagir quando se passa por tudo isso muito jovem, caso dos rebentos de Ryan. tanto a vida de Tatum quanto de Griffin (filhos de seu primeiro casamento, ele tem 4), foi de rehab em rehab, passagens por penitenciárias, repleta de baixos e auto-destruição. a redenção de Tatum, ou parte dela, veio com o livro “A Paper Life”, em que ela lava o passado e, evidentemente, não poupa o patriarca, que ficou furioso com a publicação.
pai e filha não se viam há tempos quando Farrah Fawcett faleceu. Tatum sempre simpatizou com a pantera e foi prestar suas homenagens à companheira do pai por 30 anos. o mulherengo convicto se encantou pela loura sueca que se aproximava dele e arriscou convidá-la para um drink. o resto de charme do galã caído virou pó quando a platinada consanguínea disse: “papai, sou eu, Tatum!”
Farrah, que mal teve tempo de esfriar, a poucos metros dali, deve ter amarfanhado todo o penteado…
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